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Como calcular preço de venda das mercadorias considerando os tributos da reforma tributária? 28 de Janeiro de 2026

Como calcular preço de venda das mercadorias considerando os tributos da reforma tributária?

Com a implementação da reforma tributária, o cálculo do preço de venda das mercadorias passou a exigir mais atenção por parte de empresários, contadores e gestores financeiros.

A substituição de tributos tradicionais pelo IBS e pela CBS muda a forma como os impostos incidem sobre as operações, impactando diretamente a formação do preço, a margem de lucro e a competitividade das empresas. Entender essas mudanças é essencial para evitar erros de precificação e prejuízos ao negócio.

Neste artigo, você vai aprender como calcular o preço de venda das mercadorias considerando os tributos da reforma tributária, com explicações claras, exemplos práticos e orientações aplicáveis à realidade das empresas a partir de 2026.

Como calcular o preço de venda com IBS e CBS: base de cálculo, tributos e preço final

Para calcular o preço de venda com IBS e CBS, o primeiro passo é separar claramente o preço do produto dos tributos incidentes. Com a reforma tributária, esses impostos passam a ser destacados “por fora”, ou seja, não integram o valor da mercadoria em si, mas são acrescentados ao final da operação. Na prática, isso exige que a empresa defina quanto deseja receber pela venda (preço líquido) antes de aplicar as alíquotas dos tributos.

A base de cálculo do IBS e da CBS corresponde ao valor da operação, que inclui o preço da mercadoria e eventuais acréscimos previstos em lei, como frete ou encargos cobrados do cliente. Sobre essa base são aplicadas as alíquotas vigentes, resultando no valor do imposto a ser destacado na nota fiscal.

É importante entender esse ponto porque, diferentemente do modelo anterior, o imposto não “se mistura” ao preço, o que traz mais transparência, mas também exige maior precisão no cálculo.

Com a base e os tributos definidos, chega-se ao preço final ao consumidor, que é a soma do preço líquido com o valor do IBS e da CBS. Esse método permite uma visão mais clara da carga tributária e ajuda o empresário a avaliar corretamente sua margem de lucro.

Ao adotar esse raciocínio de forma consistente, a empresa consegue precificar com mais segurança, manter a competitividade e evitar surpresas financeiras com as novas regras da reforma tributária.

Créditos de IBS e CBS na reforma tributária: impacto no custo, markup e margem de lucro

Na reforma tributária, um dos pontos centrais do IBS e da CBS é a não cumulatividade plena, baseada no modelo de créditos financeiros. Isso significa que a empresa pode se creditar do imposto pago na aquisição de insumos, mercadorias, serviços e até bens do ativo, reduzindo o valor efetivamente devido na venda. Na prática, os tributos deixam de ser um custo “embutido” ao longo da cadeia e passam a ser compensados entre compras e vendas.

Esse mecanismo altera diretamente a forma como o custo do produto deve ser analisado. Em vez de considerar o IBS e a CBS pagos na compra como parte do custo final da mercadoria, a empresa precisa avaliá-los como créditos a recuperar. Quando esses créditos são corretamente apropriados, o custo real tende a diminuir, o que impacta positivamente a precificação e evita que o preço de venda seja inflado desnecessariamente.

Ao definir o markup, é fundamental levar essa lógica em conta. Se o cálculo for feito como no modelo antigo, tratando os tributos como custo definitivo, a margem de lucro pode ser distorcida. Com os créditos de IBS e CBS, o markup deve ser aplicado sobre o custo líquido, já descontados os valores recuperáveis. Isso garante uma margem mais fiel à realidade do negócio.

No resultado final, a correta gestão dos créditos contribui para uma margem de lucro mais previsível e sustentável. Empresas que compreendem e aplicam bem essa regra conseguem formar preços mais competitivos, melhorar o fluxo de caixa e tomar decisões mais estratégicas. Por isso, entender o funcionamento dos créditos de IBS e CBS é tão importante quanto saber calcular o preço de venda na nova lógica da reforma tributária.

Simulação do preço de venda na reforma tributária: exemplos práticos, planilhas e regras a partir de 2026

Para entender como a reforma tributária afeta a formação do preço, a simulação do preço de venda é uma etapa essencial. A partir de 2026, com a fase inicial de implantação do IBS e da CBS, as empresas poderão testar o novo modelo utilizando alíquotas reduzidas, o que ajuda a adaptar processos sem grandes riscos.

Simular significa calcular o preço líquido da mercadoria, aplicar corretamente os tributos “por fora” e observar como isso impacta o valor final ao cliente e a margem do negócio.

Um exemplo prático facilita esse entendimento. Suponha que uma empresa defina um preço líquido de R$ 100,00 para determinado produto. Sobre esse valor, serão aplicadas as alíquotas do IBS e da CBS vigentes no período.

O resultado será o valor dos tributos destacados na nota fiscal, que, somados ao preço líquido, formam o preço final de venda. Ao comparar esse cenário com o modelo antigo, o gestor consegue visualizar com mais clareza onde está a carga tributária e como ela interfere no preço.

Para tornar esse processo mais simples no dia a dia, o uso de planilhas de simulação é altamente recomendado. Nessas planilhas, é possível inserir o custo do produto, os créditos de IBS e CBS, o markup desejado e as alíquotas aplicáveis. Assim, a empresa consegue testar diferentes cenários de preço, avaliar impactos na margem de lucro e ajustar sua estratégia comercial antes de implementar os valores na prática.

A partir de 2026, essas simulações ganham ainda mais importância, pois o período de transição exige atenção redobrada às regras e aos cálculos. Empresas que se antecipam, testam cenários e organizam seus controles internos tendem a sofrer menos impactos e a tomar decisões mais seguras.

Simular o preço de venda, portanto, não é apenas um exercício teórico, mas uma ferramenta estratégica para se adaptar à nova realidade da reforma tributária.

Conclusão

A reforma tributária traz mudanças profundas na forma de calcular o preço de venda das mercadorias, exigindo das empresas uma postura mais estratégica e organizada. Com a adoção do IBS e da CBS, entender a base de cálculo, o destaque dos tributos e a lógica dos créditos deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade para garantir preços corretos e margens sustentáveis.

 

Empresas que se anteciparem às mudanças, revisarem seus processos e investirem em planejamento terão mais facilidade para se adaptar ao novo modelo tributário.

Calcular corretamente o preço de venda, considerando os tributos da reforma tributária, é um passo fundamental para manter a competitividade, a rentabilidade e a conformidade fiscal em um cenário que exige cada vez mais atenção e precisão.


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