14 de Maio de 2023
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente bovinos, mas também pode afetar outros animais, como suínos, ovinos e caprinos.
No Brasil, a vacinação contra a febre aftosa é obrigatória e faz parte de um programa de controle e erradicação da doença.
Desde 1992, o Brasil tem adotado uma estratégia de vacinação em massa duas vezes ao ano, em maio e novembro, com o objetivo de manter a população de animais vacinados em torno de 90%.
O Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA) é um conjunto de medidas de prevenção, controle e erradicação da doença em território brasileiro.
A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa que afeta animais de casco fendido, como bovinos, suínos, ovinos e caprinos, e pode causar graves prejuízos à economia, como a perda de animais e o impedimento da exportação de carne e produtos derivados.
O PNEFA é coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e envolve diversas ações, como a realização de campanhas de vacinação, a fiscalização do trânsito de animais e produtos de origem animal, a vigilância epidemiológica, a capacitação de profissionais e a conscientização de produtores rurais e da população em geral sobre a importância da prevenção da doença.
Desde a implementação do PNEFA, o Brasil tem obtido resultados positivos no controle e erradicação da febre aftosa, tendo alcançado o status de país livre da doença com vacinação em maio de 2021, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
A implementação desse programa deve ser feita de forma efetiva e constante, para que o Brasil possa manter a sua posição de destaque na produção e exportação de carne e produtos derivados, garantindo a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor agropecuário brasileiro.
Para estados em que ainda é obrigatória a vacinação contra febre aftosa, a primeira etapa acontece agora em maio.
Em São Paulo, por exemplo, a campanha terá início no dia primeiro de maio e diferentemente da vacinação de 2022, nessa etapa devem ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as faixas etárias, o que corresponde a 11 milhões de animais.
O prazo para imunização do rebanho se encerra no dia 31 de maio e o produtor rural tem até o dia 07 de junho para declarar a vacinação e atualizar o saldo do rebanho de bovinos e bubalinos e demais espécies (suínos, caprinos, ovinos, equinos e outros), através do sistema informatizado de gestão de defesa vegetal e animal (GEDAVE).
Para garantir que a vacinação aconteça de maneira segura, as equipes da Defesa Agropecuária estarão percorrendo os estabelecimentos onde são vendidas a vacina.
Essa ação tem como objetivo a verificação do estoque existente, bem como as condições de armazenamento e temperatura.
Durante todo o mês de maio, essas equipes vão fazer também a fiscalização da vacinação nos campos, de maneira amostral.
Assim, será possível verificar a documentação de compra das vacinas, a conservação dos produtos nas instalações, o número de animais, como está ocorrendo a aplicação das vacinas e as boas práticas de manejo.
Também serão observados, pelos médicos veterinários da Defesa Agropecuária, se existem sinais nos animais de doenças suscetíveis à febre aftosa.
É fundamental que os criadores inspecionem regularmente seus animais e informem aos órgãos responsáveis a ocorrência de enfermidades no rebanho.
Geralmente, os animais doentes apresentam os seguintes sinais:
Para que os animais vacinados sejam realmente protegidos contra a Febre Aftosa, é essencial que:
Em 2021, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) anunciou que o país está caminhando para a retirada completa da vacinação contra febre aftosa até 2023, o que seria um marco importante na história da pecuária brasileira.
No entanto, é importante ressaltar que a retirada da vacinação só será possível se os estados do país cumprirem uma série de requisitos sanitários, como a melhoria da vigilância epidemiológica, o fortalecimento da capacidade laboratorial e a implementação de estratégias de controle e erradicação da doença.
Atualmente no Brasil, nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Tocantins e no Distrito Federal a vacinação contra febre aftosa deixou de ser obrigatória.